sábado, 18 de fevereiro de 2017

A morte soprada



por Germano Xavier



você se posta longe, impenetrável
em tua indecifrável perfeição.

como uma deusa que se esconde
impassível, ferindo esperas.

em confissão, indefeso,
te entrego meus delírios,
te imponho as minhas preces,
talvez amor, talvez esperança.

e tu, como as divindades,
soberana,
executas o direito de me soprar
(mais uma vez)

para a existência no pó.


* Imagem: http://www.deviantart.com/art/The-Walk-664313229

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