terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O grande arabesco


Por Germano Xavier

Voar
o chão
de bronze é se expor
ao rabisco do eterno.
É tatear
a plumatura
da vida – vale
ser deus por passagem?

As curvas do vento
são cisternas de seda.
A alma, a ilha
que nos suporta.

Um comentário:

Anônimo disse...

Gosto da sua maneira de condensar ideias e de poetizar sintetizando!
Obrigada por estes momentos,
Luísa