domingo, 10 de dezembro de 2017

Minha vida e o português brasileiro contemporâneo



Por Germano Xavier


Desde que inventei de assumir o posto de professor pela primeira vez em minha vida, ali pelos idos do ano de 2004, precisei mudar o trato para com a Língua Portuguesa. Antes, aquele jovem professor, com vinte anos incompletos, muito inexperiente e refugiado em um mundo onde a literatura representava o reino mais perfeito dentre todos os outros possíveis, facilmente confundia o que era mesmo importante a ser reforçado ou levado à discussão diante de uma plateia que, por vezes, passava dos cem alunos. O jovem professor que fui, encantado de maneira plena com a possibilidade de poder auxiliar pessoas em suas diversas escolhas profissionais ou de vida - propriamente dita -, ainda desconhecia em parte o poder dos letramentos.

Foi com o tempo - e já se passaram 13 anos até então -, que o professor que sou foi se formando e adquirindo o que outrora muito lhe custou: a plena percepção de que promover o letramento de seus aprendizes através de estudos novos e reformados da língua e seus afluentes era o caminho mais aprazível a se almejar. Assim, a gramática – dura e pura – começou a ceder espaço para atividades epilinguísticas, que percorrem um caminho de análise que parte do uso para, no fim, retornar ao uso, passando antes pelo momento da reflexão. A minha fala foi deixando de ser uma fala forte, de tom único, que se expandia pelo vão das salas tal qual uma verdade absoluta, tal qual um colosso inquebrantável. A minha fala deixou de ser a “minha fala” e se transformou na fala dos meus alunos, na fala de suas experiências de vida, na fala dos outros que somos, na fala das ruas, na fala dos acontecimentos, na fala do mundo.

Destarte, aprendi que textos autênticos, falados e/ou escritos, dotados de força vital, seriam as melhores armas para fazer com que meus aprendizes partissem diretamente para o momento de beleza máxima que é o da construção de sentidos, não estritamente ligados à língua, mas também os seus próprios sentidos percebidos enquanto seres humanos singulares um a um. Com isso, em minhas aulas, adentraram a sala de aula os mais diversificados autores, músicos, poetas, escritores e artistas em geral, de todas as categorias e nichos, com ou sem prestígio social, aclamados ou não pela crítica muitas vezes burra e parcial de nosso país. Foi quando comecei a dar aulas de base semântica utilizando um cedê da funkeira ou do pagodeiro da moda, quando fiz um debate de cunho mais pragmático relacionando o noticiário do momento e quando prestigiei a análise dos discursos assistindo aos vídeos mais descolados que tanto faz a cabeça da garotada.

Esqueci de destacar: nesses 13 anos como professor, tenho escolhido ser professor de alunos menos favorecidos socialmente, alguns muito pobres, outros residentes em localidades fincadas em zonas rurais quase que totalmente esquecidas pelo poder público do Brasil, que sofrem com carências mínimas relacionadas aos mais comuns dos direitos humanos, como falta de água, alimentação e moradia. Um Brasil profundo que muitos professores, pelos mais diferentes motivos, desconhecem ou fingem desconhecer. Esses aprendizes, ou seja, aqueles meus alunos que mais dificuldades passaram durante a vida escolar – e também não só durante a vida escolar -, foram os que mais me fizeram aprender sobre a necessidade de eu reformar métodos e planos de ensino.

A língua, num olhar geral, só é ativada a partir do momento em que se dá a produção de sentido no interior de uma força de interação social. Se não ocorrer tal fenômeno, de nada servirá aprender ou ensinar uma língua. É a partir do uso que o falante se constitui enquanto ator social, é a partir do uso que o escrevente se forma cidadão pensante, é a partir do uso que as gramáticas se fortalecem e se sedimentam como bases necessárias... Portanto, é a partir da vida que pulsa em cada novo aprendiz que o ensino-aprendizagem de uma língua se legitima. E tem sido assim comigo, desde que adotei o português brasileiro contemporâneo como idioma a ser ensinado em quaisquer das salas de aula por onde passei - zonas rurais e interior da Bahia e de Pernambuco, na capital do Maranhão e na capital da Paraíba - e que, indubitavelmente, ainda transitarei.

Partindo do pressuposto de que somente há língua em uso e de que todas as engrenagens atreladas a ela constituem atividades próprias à natureza humana, minha felicidade mais gloriosa se dá justamente em finais de ano como o de agora, mês de dezembro já adiantado, quando presencio novos e eternos aprendizes sendo encaminhados para as estradas do mundo, cada qual possuidor de uma fala e de uma escrita não mais fracas ou inoperantes, porém capazes de mover pedras imensas e de abrir picadas onde antes era só e somente só escuridão e incerteza. Tem sido assim a minha vida como professor, dura e densa como um rochedo, mas também leve e fluida como uma esperança.


* Imagem: https://pixabay.com/pt/fundo-quadro-negro-blue-conselho-1869471/

A espera



Por Germano Xavier



a espera, amor.
a espera,
eu a acomodei
acima das feridas.

precisamente
entre a cavidade esquerda
do peito
e os quilômetros até o encontro.


* Imagem: https://pixabay.com/pt/malas-de-viagem-trem-black-branco-2525193/

domingo, 3 de dezembro de 2017

Miró, até agora e até quando



Por Germano Xavier


A poesia de Miró pega o último ônibus da cidade grande e roda a madrugada inteira, para e se opõe ao fim da linha (da vida). A poesia de Miró sempre recomeça quando o fim parece ser a última estação. Pega o rumo e quebra esquinas, dobra-se na dor de ser quem se é ou quem se foi. Duplica-se no orgulho da reviravolta, afugenta-se. A poesia de Miró é Muribeca, mas também é o espanto por São Paulo. A moça na rua vendendo seu orgasmo por poucos reais, o homem preso em sua própria solidão, o dia com pressa e a lerdeza de tantos. Miró soca mais forte que Rock Balboa, perde e ganha a luta, vence, chora, morre e renasce. É um trabalho de catador a poesia de Miró, uma palavra dotada da mais pura humanidade, severa e doce ao mesmo tempo. Urge recortar o tempo em que se vive, mas também recorta o passado. Feita de cimento e barro, a poesia de Miró insiste, grita e pede. Nunca implora. Existe. É a voz de um sem-voz-milhares. É a fala do coração ressequido, o lamento do pulso amargo e frio. Miró é lâmina com ferrugem, agulha encontrada no meio do palheiro, ou melhor, do lixão. Até agora a poesia de Miró é o seu próprio caminho, que condena outros e que condensa vários. A poesia de Miró é aquela que corre para dentro da chuva e que quer se molhar nas lágrimas das gentes inteiras, feliz ou triste, mesmo as enfermas. Miró, até agora, é uma dose extra de crença em nós mesmos e na literatura, o próprio jogo da amarelinha, céu e inferno, Rayuela, livro desmembrado em poucos quilos de carne e osso e verdades. Miró caroliniza-se, em seus-também quartos de despejos de andar por aí e além. Prova disso é seu verbo, simpático ao perigo de que muitos medram. A poesia de Miró é até agora um achado e nós, pobres mortais, precisamos conhecê-la. Água turva, manancial assoreado pela ação do tempo-homem, palavra grossa e punitiva. Miró é São Bento do Una, terra natal de meu pai, é Recife, Hellcife, é todo um Brasil que ainda faz de conta que não e que sim. Fotografia úmida de fogo, ardente e firme em sua forma de ânsia. Miró Até Agora é uma obra que reúne os livros de Miró publicados entre 1985 e 2012, e que engloba os seguintes produtos: dizCrição (2012), Quase crônico (2010), Tu tás aonde? (2007), Onde estará Norma? (2006), Pra não dizer que não falei de flúor (2004), Poemas para sentir tesão ou não (2002), Quebra a direita, segue a esquerda e vai em frente (1999), Flagrante deleito (1998), Ilusão de ética (1995), São Paulo é fogo (1987) e Quem descobriu o azul anil? (1985). Miró necessita. Miró é ontem.




* Imagem: http://www.suplementopernambuco.com.br/edicao-impressa/69-mercado-editorial/1658-os-dez-melhores-poemas-de-mir%C3%B3-da-muribeca.html

Uma palma transbordante



Por Germano Xavier



I


é apenas ilusão, amor,
o tempo, a distância
que dizem, os ignorantes,
que nos separam.

tudo, porém,
| inclusive a espera |
é só o caminho.



II


caí
ao descobrir que meu
corpo carregava o mundo
e toda a vontade se escondia
em minha pele de inocência.

caí
e logo escorreguei no desequilíbrio
perverso entre os dons e os grilhões.
E lá fora, dentro da bolha, os homens
patinam entre a impotência
e o desespero.

tropecei nas fissuras humanas,
nos golpes de (in)tolerância
e na violência dos desejos.

adoçar o céu da boca
com o paraíso dos sentidos
é incendiar infernos
para a eternidade
que (ainda) nem começou.



III


já era antiga e íntima,
perfeitamente adaptada e confortável
no pequeno alojamento onde se fixou.

não propunha nem discutia,
apenas apoiava.
sustentava e consolava.

resoluta, há anos era a única coluna
em seu eixo de existir.
aquela dor, anexa ao homem
por desastroso acaso amoroso,
já era desde o túmulo esperado
sua única e possessiva amante.



IV


ele junta as mãos
em sinal de solene
devoção
a devorar os horizontes,

e num relance de
material mistério

prende em seus dedos
e vontades
todo o mar
e o meu centro.


* Imagem: https://pixabay.com/pt/garota-preocupada-mulher-%C3%A0-espera-413690/

sábado, 2 de dezembro de 2017

Poemas de Germano Xavier em Francês (Parte XCII)



Por Germano Xavier


"tradução livre"



Quinta-feira, 24 de agosto de 2017
Círculos de cura em minha casca

Sur ma peau, des cercles qui guérissent


Les cœurs condamnés se hérissent,
Alors que les cris sont comblés, menus et murmurés
Imprégnés d’une joie perverse vide de zèle et d’amour.

L’ombre rachitique sur le ciment
Dévore les jeux d’enfants, à contre-courant des vents
Elle essaierait sans doute, si possible

D’interdire l’impossible.

Ma main conquise par la poésie,
Sur un terrain imprécis et pourtant ferme,
Expulse de mon corps les idées sombres, exemptées de soleil,
Et réclame un sol tout à fait inoffensif.

Ma main m’apprivoise, me griffe la peau comme personne d’autre,
C’est une raclée magistrale, un coup de poing bourré de pluie
{Si au moins elle était semence et foyer pour moi…
….en gros tout ça}

Un morceau de rêve jeté quelque part

Sur le chemin de mes ruisseaux


* Imagem: https://pixabay.com/pt/fundo-brown-c%C3%ADrculo-corte-detalhes-84678/

domingo, 26 de novembro de 2017

Com(junto)



Por Germano Xavier



é a capa
é o núcleo
a aparência
e a essência
o amor, este meu-deus
em mim é
todo o conteúdo
e o excedente.


* Imagem: https://pixabay.com/pt/trem-bloqueio-idade-ferrovi%C3%A1ria-2974778/

sábado, 25 de novembro de 2017

Indícios de nada para vazios cheios de tempo



Por Germano Xavier



A vida não é mais como antes e pouca coisa sobreviveu daqueles anos, de quando o sonho ainda era algo puramente possível. Uma questão de tempo. O futuro, antes visto como certo e determinado, hoje é apenas uma sombra, uma incerteza cheia de medos.
...

Alterou seu rumo para não perder o chão. Alterou os sonhos, refez cálculos. Não batiam. Talvez a vida não seja uma ciência exata. Talvez a vida apenas não seja. Talvez seja tudo um sonho essa ilusão de dias e noites.
(Se não fosse o amor, sequer se localizaria no Tempo).
...

Mas ele ainda vai ver um filho crescer. (Não faltarão mãos que o agarrem para a canoa da existência-comum. Não faltarão vozes que o coloquem na estrada-mãe, na coluna central da sociedade. No (p)rumo. Com todas as pompas e papos. Com roupa de gala e ocasiões-obrigatórias. E ele, como um cordeirinho livre-e-feliz, deixar-se-á arrastar-se para a feli(z)cidade do dever-cumprido). Talvez seja por isso que as pessoas se casam e têm filhos, para verem outra vida em suas aventuras, para terem um chão suficientemente concreto para pisar e para, talvez, tentar evitar, no outro, os próprios erros, e para, distraído, desviar-se da própria decadência.
...

Curiosamente, ele não perdeu massa-de-sonhar. Ao contrário dos passantes de seu tempo, ele remontou-se em pequenos quadro-de-si feitos inteiramente de porvir(es).
...

O poeta traz no rosto as marcas das grandes-guerras em seu quintal-de-existir, onde as árvores o combatiam, testando sua resistência e eternidade. Onde as tempestades, por vezes longas e insanas, o arrancaram de seu paraíso-quadro para radicá-lo nas nuvens de seu destino-só. Porque poetas são homens grandes-demais para um só. Por isso, encarnam muitos. E por eles todos, sofrem cada dia. E, mais raramente, por eles todos, amam intensamente. E por isso doem mais do que as carnes podem aguentar e, às vezes, decidem matar-se lentamente, afastando-se de seu centro, tão cheios de vidas, de sonhos e de distâncias. Mas não podem. Poetas são vagalumes que não conseguem apagar-se, brilhando até quando deveria simplesmente dormir.
...

Aquela poeta de meus dias, equador de minhas vidas, mais do que todos, embrenhou-se na vida, e, perdendo os pés nas nuvens onde habita, despencou de si, caindo lentamente nas garras de seus dias.
...

... Porque ela(e) sabe que já perdeu-se inteiramente num abismo onde nada poderá salvá-la(o). Aquela ilusão-mor, o Amor.
...

Alguém já te entendeu? Duvido de que alguém te tenha decifrado todo. Nem mesmo tu. Admito que alguns tenham te conhecido (inclusive eu), mas se alguém ousa dizer que te entende, suspeito que é porque não sabe nada de ti. Tu não és lógico. Tampouco cíclico. Nem óbvio. Tu és mistério em expansão. Vento sem fronteiras. O Aleph. Um abismo de sentimentos voláteis e volúveis. Rocha e água. Tudo em ti muda e não muda. Tu és uma revolução. Igualmente sem razões compreensíveis. E nunca sabemos quando terminou. Só sabemos que dói e que dá prazer e que aprisiona e que apaixona e por vezes mata e salva. Isso tudo e o sangue a correr.
...

Quanto a mim, fico a pensar se sabes realmente o que são as palavras que me dizes. Se sabe o que elas significam do lado de cá. Do lado de um coração conquistado para quem qualquer sorriso é motivo para sair voando.
...

Fico imaginando se não sabes que palavras podem construir reinos e destruir impérios de vidas que acreditam nelas. Fico imaginando teus motivos para achar que dizer que me ama é uma boa-ação razoavelmente justificável, dada a minha carência de ti.
...


* Imagem: https://pixabay.com/pt/est%C3%A1dio-linhas-de-assentos-2921657/

Poemas de Germano Xavier em Francês (Parte XCI)



Por Germano Xavier

"tradução livre"



Quarta-feira, 3 de maio de 2017
Ensaiando destinos


Des destins expérimentaux

Il faut du courage
Pour essayer des destins
Pour succomber au risque
Pour se livrer à la mort
Pour inciter des faiblesses

Voyons le cas de ce pont secondaire
Qui s’effondra durant les premières pluies
Comme celui qui a miné, éliminé
En face de la déchirure insoupçonnée

Du courage, oui
Pour écrire des poèmes
Pour assortir des mots
Pour décider des sens
Pour dévier les discours

Comme la certitude que nous éprouvons
Lorsque tout paraît déjà contaminé
Comme le rude motif de l’amour
Qui ne peut pas se stocker

Du courage, oui
Pour s’incliner vers l’abîme
Pour atteindre la violence
Pour essayer la fureur chimique des trahisons
Pour s’arrêter tout simplement

Et il arrive que ce chaos que l’on recherche
Ne reconnaît qu’un vainqueur : la technique de la vie
E le malheur va interrompre ce qui n’échoue jamais

Comment sera donc cet humain élaboré
Au niveau de ses petites réactions
Comment agira-t-il, celui que nous méconnaissons
Lorsque l’indifférence nue le provoque?


* Imagem: https://pixabay.com/pt/machado-madeira-hack-casos-1748305/

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Visagem



Por Germano Xavier



presa ao mar
como a crista de uma onda,
tão fluida e séria
e tão alva, reaparecestes.

violência e sofrimento me reanimaram.
onde estão os seus mortos?
quem são os seus mortos?

ontem eu sonhava com uma grande cabeça virada
aos ventos, cuja face era toda uma solidão.
mas hoje não.

hoje você veio.
e aqui dentro a areia é quente.

aqui dentro.


* Imagem: https://pixabay.com/pt/fuma%C3%A7a-cheiro-queimar-adora%C3%A7%C3%A3o-892679/

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Teoria do amor-algum



Por Germano Xavier


para ler ao som de Handel



1 |

em minha saudade, meu bem,
só a tua imagem me consola.
e choro e tremo e brinco

e obrigo o tempo
a te escrever em mim
e te trazer em ondas, em letras, em pixels,
em sonhos que nunca virão.



2 |

você salva o meu dia
do final,
dos finais,
porque escapa ao que é útil,
ao que é certo,
ao que é finito.

você é a minha eternidade
enquanto presente.
você (como o amor e a arte)
não precisa de motivo.



3 |

não é mistério
nem metafísica
(talvez melancolia).

não preciso do
sobrenatural para te amar
(amor arde como dor de dente).

preciso apenas
de um fio de esperança
e um bocado de teimosia.



4 |

e se viver
é descobrir poesia
no (es)correr do tempo,
amar é t(s)er poesia
no curs(o)ar da vida.



PS. Sinto falta de teus olhares sobre o simples. Sobre os rumores das esquinas, os passantes das ruas, os olhos partidos, os medos negados, os choros escondidos que sempre vês. Onde tens andado que não tens tempo de revelar teu mundo do mundo? Sinto falta de teus segredos sobre. Onde estão os teus inéditos olhares? Não pense que é preciso a suprema inspiração (aquela...) para merecer teus espantos de poesia, de encanto bom, de revolta ou dor partilhada com a humanidade. Teu olhar é bom demais para apenas uma direção de... Alargue teus olhares poéticos. Há tanto mar para o teu olhar. Há tanta poesia para tuas palavras. No mundo ainda tens um reino. A descobrir. A conquistar. O mundo todo (o visível e o intangível) ainda é teu. Não desperdice com o que já foi um você que ainda pode ser. Creio que me entende. O mundo e a Poesia te merecem ainda. Ao menos o que ainda não foi perdido. O que ainda não te feriu. O que ainda não perdeste. O que ainda não descobriste. Abra a mesma janela e veja o que nunca viu.

Desculpe-me por. Te.